Chegar em casa, e ter que encarar o vazio é talvez a pior parte disso tudo.
Para muitos, talvez seja algo banal. Para mim não é. É doloroso demais. O que fazer para preencher este vazio? Me faço esta pergunta a todo instante. Vou improvisando, mas não é fácil.
O novo curso do rio, continua indo...e vai me levando cada vez mais para o desconhecido.
Outro dia eu estava cantando num show, aquela música do Bon Jovi: "Living on a Prayer", que fala de um casal fictício... (Até onde eu sei), Tommy e Gina. (BJ também cita este casal na música It´s my Life). A música fala de uma situação difícil..onde o casal passa por dificuldades, e tudo que eles tem de fato é um ao outro. Eu nem isso tenho mais....
Paz e Harmonia:
FD
O Rio que mudou de Curso
domingo, 6 de março de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Uma trilha para esta sexta chuvosa
Esta música me marcou muito quando foi lançada. Marcão Britto... ex-Charlie Brown Jr, escreveu, gravou e produziu esta faixa: "Não estamos sozinhos"...naquele fatídico ano de 2013, quando em março morreu o Chorão e em setembro o baixista Champingnon...que cometeu suicídio. Uma das bandas mais expressivas do Rock Nacional até então... que continha músicos do mais alto nível, acabou de uma forma tão trágica. O Vídeo data de 27/12/2013... e a música fala de dor..e luto. Uma música linda na minha opinião. Tem muito a pegada do Charlie Brown. Fico imaginando o Chorão cantando ela. O Riff no violão, é a cara das linhas de baixo que o Champingnon fazia. Parece que era uma música preparada pro CBJr. Talvez só com a letra modificada. Não sei. Mas, tenho ouvido ela incessantemente no carro estes últimos dias. Dor da perda, dor de alguém que amamos que foi embora. No meu caso é um pouco diferente, mas acabou encaixando da mesma forma.
Paz e Harmonia,
FD
Paz e Harmonia,
FD
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
No meio do caminho havia uma pedra...
Eita... errei!
Fui procurar pessoas erradas, no momento errado. Eu não lembrava que corria este risco. (Como sou igênuo!!!)
Me faz lembrar aquela música, parceria do 14 Bis com Renato Russo:
"Tem gente que está do mesmo lado que você mas deveria estar do lado de lá.
Tem gente que machuca os outros.
Tem gente que não sabe amar.
Tem gente enganando a gente.
Veja a nossa vida como está.
Mas eu sei que um dia a gente aprende".
É sempre bom lembrar que a (tão falada) liberdade de expressão, vem acompanhada da responsabilidade pelo que se diz. Precisei ensinar esta lição a duas pessoas ontem, que infelizmente se julgam referência como seres humanos. (?!) Que passem bem, e vivam felizes dentro de seus mundos. Já estou sofrendo muito para precisar me preocupar com pessoas socialmente imaturas. Mas apesar de tudo... quer saber? Não tenho mágoa. A história irá permanecer. Quero estar leve. Só quero a harmonia, inclusive para quem me deseja mal e porventura se alegre em me ver sofrendo.
Paz e harmonia!
Fui procurar pessoas erradas, no momento errado. Eu não lembrava que corria este risco. (Como sou igênuo!!!)
Me faz lembrar aquela música, parceria do 14 Bis com Renato Russo:
"Tem gente que está do mesmo lado que você mas deveria estar do lado de lá.
Tem gente que machuca os outros.
Tem gente que não sabe amar.
Tem gente enganando a gente.
Veja a nossa vida como está.
Mas eu sei que um dia a gente aprende".
É sempre bom lembrar que a (tão falada) liberdade de expressão, vem acompanhada da responsabilidade pelo que se diz. Precisei ensinar esta lição a duas pessoas ontem, que infelizmente se julgam referência como seres humanos. (?!) Que passem bem, e vivam felizes dentro de seus mundos. Já estou sofrendo muito para precisar me preocupar com pessoas socialmente imaturas. Mas apesar de tudo... quer saber? Não tenho mágoa. A história irá permanecer. Quero estar leve. Só quero a harmonia, inclusive para quem me deseja mal e porventura se alegre em me ver sofrendo.
Paz e harmonia!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
O Verbo
Sim, o verbo. Este tem sido meu companheiro nestes dias. Mas o verbo precisa de um destino. Então, posso dizer que tenho tido muitos companheiros... que recebem meu verbo. Minhas palavras. Falar...elaborar...refletir... e escrever. E falar de novo...verbalizar de novo. Como eu já escrevi aqui antes. Todo dia...é a mesma coisa. A dor da ausência da pessoa quem eu amo. Ausência esta que se manifesta de diversas formas. O silêncio, o vazio, o escuro.... parece que o tempo parou.
Ouço o tempo todo, sobre pensar no futuro, olhar pra frente. Superar...esquecer. Possivelmente é o que a outra parte também está tentando fazer? Talvez...
O fato é que não existem manuais de instrução para este tipo de situação a qual vivo. Não nascemos preparados para determinadas situações. A vida simplesmente chega e nos entrega certas coisas e pronto. Somos obrigado a lidar com elas. A menos que estejamos dispostos a fazer o pior. Desistir de viver. Não..não se preocupem. Não é o meu caso.
Vivo um luto...parecido com um luto de morte. Já enlutei por morte antes. Sei como é. Ali é um término mesmo. A pessoa não volta. Não tem jeito. Aqui... vc ainda fica na dúvida.
Você por algum acaso, já imaginou a situação, onde você dirige de volta para a sua casa e não sabe exatamente o que vai encontrar por lá? Foi o que eu experienciei neste último sábado. Eu não sabia o que ia encontrar. Sim... meus amigos. Não é bom. É péssimo. É horrível. É horrendo, é horripilante, é traumático, é assustador. E eu poderia adicionar outros adjetivos aqui também.
Já se vão alguns dias...eu sei. Mas o fantasma está aqui comigo. A ausência..tudo que já descrevi aqui. Acho que este blog vai começar a ficar chato pra quem está lendo. Me perdoem se ele ficar, ok?
Vcs tem liberdade de escolher outra leitura se quiserem... tenho certeza que há inúmeras outras opções. Minha intenção aqui também não é me tornar um célebre blogger, ao narrar a minha dor, pela minha separação. Minha intenção é trabalhar a MINHA DOR, através da escrita..e sim...quem quiser, pode ler, e comentar, ou apenas ler, ou não ler.
Domingo assisti ao filme "Horas decisivas" no cinema. Quem gosta de filme catástrofe...com boas emoções...eu recomendo. Eu esperava um pouco mais...mas o filme não é ruim. E tem uma dose de romantismo também... o que é o clichê que quase todo filme precisa ter. Sinceramente, pra mim ele bota Titanic no bolso em termos de efeitos especiais...em tempestades no oceano. Ondas de 30..metros ou mais...Tsunamis...etc. O sujeito com um barquinho enfrentar uma montanha dágua..que vem em direção dele. Ficou pra mim esta metáfora. Se o Tsunami vem na sua direção vc precisa ir contra ele. Fugir dele é pior, por que ele vai quebrar e te alcançar de qualquer jeito. O melhor é ir contra... e tentar ultrapassa-lo seja por cima ou por dentro, e deixa-lo pra trás.
Estou aqui tentando subir meu Tsunami. O motor do barco está trabalhando no máximo.. e o mesmo já inclina a quase 90 graus. Continuo subindo... mas ainda falta...
Ouço o tempo todo, sobre pensar no futuro, olhar pra frente. Superar...esquecer. Possivelmente é o que a outra parte também está tentando fazer? Talvez...
O fato é que não existem manuais de instrução para este tipo de situação a qual vivo. Não nascemos preparados para determinadas situações. A vida simplesmente chega e nos entrega certas coisas e pronto. Somos obrigado a lidar com elas. A menos que estejamos dispostos a fazer o pior. Desistir de viver. Não..não se preocupem. Não é o meu caso.
Vivo um luto...parecido com um luto de morte. Já enlutei por morte antes. Sei como é. Ali é um término mesmo. A pessoa não volta. Não tem jeito. Aqui... vc ainda fica na dúvida.
Você por algum acaso, já imaginou a situação, onde você dirige de volta para a sua casa e não sabe exatamente o que vai encontrar por lá? Foi o que eu experienciei neste último sábado. Eu não sabia o que ia encontrar. Sim... meus amigos. Não é bom. É péssimo. É horrível. É horrendo, é horripilante, é traumático, é assustador. E eu poderia adicionar outros adjetivos aqui também.
Já se vão alguns dias...eu sei. Mas o fantasma está aqui comigo. A ausência..tudo que já descrevi aqui. Acho que este blog vai começar a ficar chato pra quem está lendo. Me perdoem se ele ficar, ok?
Vcs tem liberdade de escolher outra leitura se quiserem... tenho certeza que há inúmeras outras opções. Minha intenção aqui também não é me tornar um célebre blogger, ao narrar a minha dor, pela minha separação. Minha intenção é trabalhar a MINHA DOR, através da escrita..e sim...quem quiser, pode ler, e comentar, ou apenas ler, ou não ler.
Domingo assisti ao filme "Horas decisivas" no cinema. Quem gosta de filme catástrofe...com boas emoções...eu recomendo. Eu esperava um pouco mais...mas o filme não é ruim. E tem uma dose de romantismo também... o que é o clichê que quase todo filme precisa ter. Sinceramente, pra mim ele bota Titanic no bolso em termos de efeitos especiais...em tempestades no oceano. Ondas de 30..metros ou mais...Tsunamis...etc. O sujeito com um barquinho enfrentar uma montanha dágua..que vem em direção dele. Ficou pra mim esta metáfora. Se o Tsunami vem na sua direção vc precisa ir contra ele. Fugir dele é pior, por que ele vai quebrar e te alcançar de qualquer jeito. O melhor é ir contra... e tentar ultrapassa-lo seja por cima ou por dentro, e deixa-lo pra trás.
Estou aqui tentando subir meu Tsunami. O motor do barco está trabalhando no máximo.. e o mesmo já inclina a quase 90 graus. Continuo subindo... mas ainda falta...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
O momento da chegada...
Ahhh...este é foda.
Este aí faz com que todos os outros momentos... pareçam uma musiquinha de ninar.
Chegar em casa a noite...estacionar o carro... entrar no elevador...
O pensamento é só um. Ela não está lá. O apto está vazio...escuro...silencioso...
Não existe aquela pessoa... dormindo na cama...a qual eu irei beijar, e dizer que cheguei.
Existe a cama vazia..tudo vazio. Tudo exatamente como eu deixei quando saí.
Soma-se a isto... o silêncio da noite. Um vácuo. Um vácuo. A dor corta. Dá vontade de pegar o telefone...mandar uma msg... ligar...mas não posso.
Guardo pra mim. Engulo a seco. Recuso convites para encher a cara. É o bisturi que corta, sem anestesia. Esta operação...de mudança de vida. E ainda bate a esperança de tudo voltar a ser como era antes. Depois ela se vai. Depois ela volta... E depois se vai...
E depois eu entro em casa denovo... e tudo que escrevi aqui se repete.
Este aí faz com que todos os outros momentos... pareçam uma musiquinha de ninar.
Chegar em casa a noite...estacionar o carro... entrar no elevador...
O pensamento é só um. Ela não está lá. O apto está vazio...escuro...silencioso...
Não existe aquela pessoa... dormindo na cama...a qual eu irei beijar, e dizer que cheguei.
Existe a cama vazia..tudo vazio. Tudo exatamente como eu deixei quando saí.
Soma-se a isto... o silêncio da noite. Um vácuo. Um vácuo. A dor corta. Dá vontade de pegar o telefone...mandar uma msg... ligar...mas não posso.
Guardo pra mim. Engulo a seco. Recuso convites para encher a cara. É o bisturi que corta, sem anestesia. Esta operação...de mudança de vida. E ainda bate a esperança de tudo voltar a ser como era antes. Depois ela se vai. Depois ela volta... E depois se vai...
E depois eu entro em casa denovo... e tudo que escrevi aqui se repete.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Dói.
Nem sei como começar este post. Faltam palavras.
A vida te prega peças. Sem você esperar. E sim...a dor vem. As vezes, vem de um jeito que vc não imagina o quanto dói. Cheguei a desejar que uma navalha cortasse meu braço..... seria uma dor infinitamente mais amena...do que a que sinto na alma.
Sim, tenho tido ajuda. Amigos, amigas...meus pais.. muitos estão ao meu lado. Mas nas madrugadas....é somente eu e minha dor. E um computador, TV, ou smartphone. A companhia que eu tive pelos últimos 4 anos... já não existe mais. E eu não consigo parar de pensar nela nem por um segundo sequer. Sim, sou um tolo...me permito sofrer... tudo bem. Reconheço. Talvez outros homens já lidaram com este tipo de coisa de outra forma. Se viram pro ódio... deixam a misoginia tomar conta. Chamam de vagabunda, vadia, dentre outros adjetivos.
Não, eu não vou fazer isso com a pessoa que eu amo. (Sim, no presente).
Dói. Aquela esperança...lá no fundo...involuntária... vai se acabando.
Acabando
Acabando...
A vida te prega peças. Sem você esperar. E sim...a dor vem. As vezes, vem de um jeito que vc não imagina o quanto dói. Cheguei a desejar que uma navalha cortasse meu braço..... seria uma dor infinitamente mais amena...do que a que sinto na alma.
Sim, tenho tido ajuda. Amigos, amigas...meus pais.. muitos estão ao meu lado. Mas nas madrugadas....é somente eu e minha dor. E um computador, TV, ou smartphone. A companhia que eu tive pelos últimos 4 anos... já não existe mais. E eu não consigo parar de pensar nela nem por um segundo sequer. Sim, sou um tolo...me permito sofrer... tudo bem. Reconheço. Talvez outros homens já lidaram com este tipo de coisa de outra forma. Se viram pro ódio... deixam a misoginia tomar conta. Chamam de vagabunda, vadia, dentre outros adjetivos.
Não, eu não vou fazer isso com a pessoa que eu amo. (Sim, no presente).
Dói. Aquela esperança...lá no fundo...involuntária... vai se acabando.
Acabando
Acabando...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Amigos inseparáveis: Rivotril, coca zero, e aquela dor que aperta lá dentro.
Pois bem. Outro dia termina. Outro dia, E a situação permanece.
Mais palavras são trocadas. Muitas. Mais lágrimas. Muitas também. Ver anos da minha vida... esvaindo-se. Obras construídas, padrões de comportamento. Padrões de pensamento. Rotinas. Dor. Dói muito. Tomei a decisão de lutar. Sim...lutar. Luto até o fim. Se me arrependerei depois? Só o tempo vai dizer e o risco neste momento eu assumo. Este rio parecia ter o curso traçado, quando começamos a navegar nele. Mas o caminho parece encontrar ma bifurcação. E agora seguimos em barcos e caminhos diferentes. E no meu barco pelo menos.... ainda fica muita coisa dela. aaahh mas fica.
Revirando emails de 7 anos atrás... encontrei cada coisa... olha... que se não fossem palavras escritas..... seriam palavras altamente duvidosas. Mas o escrito fica. Aliás, muita coisa fica.
Sim, eu sei. Posso ser fraco. Posso estar agindo de forma desnecessária? Talvez... outro risco que decidi correr. Em meio a tanta coisa acontecendo neste momento, vou me importar com mais isso?
Lágrimas descem... trazem a dor...
Quem é religioso... tem este "privilégio" (Notem as aspas), de buscar um amigo imaginário para compartilhar as dores... e pedir por conforto e intercessão. Não é o meu caso. A minha dor, vivo eu.
Ser esquecido...de eventos importantes na vida da pessoa.... machuca. Mas pior ainda é você estar convencido de que, um denominador comum poderia ser possível. Mas, como tudo que rege uma vida a dois... só um querer não basta.
Sigo no meu barco...do meu lado do rio bifurcado..e ainda miro meus olhos no outro lado, tentando ver o outro curso que seguiu. Até onde meus olhos podem ver. Até onde meu coração pode ver.
Como é dificil.
Amanhã, sento num divã... depois de anos que não o fazia. Sim, preciso de ajuda, não nego. Sou humano. Falho. Erro as vezes. Acerto também, creio.
E vou remando...
Mais palavras são trocadas. Muitas. Mais lágrimas. Muitas também. Ver anos da minha vida... esvaindo-se. Obras construídas, padrões de comportamento. Padrões de pensamento. Rotinas. Dor. Dói muito. Tomei a decisão de lutar. Sim...lutar. Luto até o fim. Se me arrependerei depois? Só o tempo vai dizer e o risco neste momento eu assumo. Este rio parecia ter o curso traçado, quando começamos a navegar nele. Mas o caminho parece encontrar ma bifurcação. E agora seguimos em barcos e caminhos diferentes. E no meu barco pelo menos.... ainda fica muita coisa dela. aaahh mas fica.
Revirando emails de 7 anos atrás... encontrei cada coisa... olha... que se não fossem palavras escritas..... seriam palavras altamente duvidosas. Mas o escrito fica. Aliás, muita coisa fica.
Sim, eu sei. Posso ser fraco. Posso estar agindo de forma desnecessária? Talvez... outro risco que decidi correr. Em meio a tanta coisa acontecendo neste momento, vou me importar com mais isso?
Lágrimas descem... trazem a dor...
Quem é religioso... tem este "privilégio" (Notem as aspas), de buscar um amigo imaginário para compartilhar as dores... e pedir por conforto e intercessão. Não é o meu caso. A minha dor, vivo eu.
Ser esquecido...de eventos importantes na vida da pessoa.... machuca. Mas pior ainda é você estar convencido de que, um denominador comum poderia ser possível. Mas, como tudo que rege uma vida a dois... só um querer não basta.
Sigo no meu barco...do meu lado do rio bifurcado..e ainda miro meus olhos no outro lado, tentando ver o outro curso que seguiu. Até onde meus olhos podem ver. Até onde meu coração pode ver.
Como é dificil.
Amanhã, sento num divã... depois de anos que não o fazia. Sim, preciso de ajuda, não nego. Sou humano. Falho. Erro as vezes. Acerto também, creio.
E vou remando...
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